Cyperus papyrus, ou simplesmente papiro, é uma planta famosa desde 40 séculos antes da era cristã. Magnificamente adaptada às margens do Nilo, onde acompanhava em grande quantidade o curso do rio, tem uma longa haste, sem nós nem folhas, de seção triangular e da grossura de cerca de seis centímetros, a qual termina por uma graciosa umbela em forma de penacho, formado por um tufo de pequenos ramos filamentosos verdes. Estas películas eram cortadas em tiras que, coladas umas às outras, formavam folhas. As folhas eram então superpostas com as fibras cruzadas (como na madeira compensada) para aumentar a espessura e a resistência do produto. Depois o "compensado" de papiro era polido com óleo e colocado para secar.
Dada a preciosidade do produto, era comum o papiro ser reciclado: raspava-se a tinta e reutilizava-se o papiro para novos desenhos ou escritos.
   
       
 

O que aparecia acima da terra era, em síntese, uma planta em forma de junco com, aproximadamente, três metros de altura. Mas suas raízes também são longas, medindo às vezes seis ou sete metros, e com grossura igual à do caule. E a fama do papiro é mais do que merecida, pois foi ele que forneceu à humanidade um dos principais instrumentos do progresso: o papel.  

       
    História do Papel    
       
  Pedra, madeira, placas de barro. Papiro e pergaminho. Cânhamo, capim e palha. Trapos velhos. Todos foram materiais para escrita usados pela humanidade durante séculos. Mas somente em meados do século XIX a madeira passou a ser a principal matéria-prima para fabricação de papel e só a partir dos anos 60 a espécie eucalipto tornou-se amplamente utilizada como a principal fonte de fibra para fabricação do papel.

Praticamente qualquer árvore pode ser utilizada para produzir celulose. Cada espécie produz fibras de celulose com características específicas, o que confere ao papel propriedades especiais.
 
 

No hemisfério ocidental, farrapos de pano constituíram o insumo básico para a fabricação do papel desde a Idade Média até meados do século XIX, quando a demanda desse material passou a exceder a oferta em decorrência da Revolução Industrial. O uso subsequente da madeira como matéria-prima representou um divisor de águas na história do papel.

Graças à madeira, a fabricação do papel transformou-o de um artigo de luxo, alta qualidade e baixo volume de produção em um bem produzido em grande escala, a preços acessíveis, mantendo um alto padrão de qualidade.

As primeiras espécies de árvores usadas na fabricação de papel em escala industrial foram o pinheiro e o abeto das florestas de coníferas encontradas nas zonas temperadas frias do norte da Europa e América do Norte. Outras espécies - o vidoeiro, a faia, o choupo preto e o bordo, nos Estados Unidos e Europa central e ocidental, o pinheiro do Chile e Nova Zelândia, o eucalipto no Brasil, Espanha, Portugal, Chile e África do Sul - são hoje empregadas na indústria de papel e celulose.

No decorrer desse século, os técnicos e engenheiros florestais aprenderam a manejar espécies cujos ciclos de crescimento são bastante longos. Por exemplo, os climas frios do hemisfério norte promovem um crescimento lento e ciclos muito longos, enquanto que nas zonas tropicais ocorre o inverso. As coníferas do litoral da América do Norte, por exemplo, levam 80 anos para amadurecer. Até mesmo o choupo leva, no mínimo, 15 anos para atingir sua altura plena.

A pasta de celulose derivada do eucalipto surgiu pela primeira vez em escala industrial no início dos anos 60, e ainda era considerada uma "novidade" até a década de 70. Entretanto, dentre todas as espécies de árvores utilizadas no mundo para a produção de celulose, o eucalipto brasileiro é a que tem o menor ciclo de crescimento - somente sete anos.

Isso se traduz em altíssima produtividade florestal. Graças ao intenso programa de pesquisa e desenvolvimento da Companhia, as florestas cultivadas pela Aracruz rendem, em média, 45m³/ha/ano de madeira, enquanto a média para florestas norte-americanas está entre 2m³ e 4m³.

O ciclo de crescimento menor permite redução tanto de investimentos como dos custos de produção da madeira. A área cultivada para fornecer matéria-prima para a fábrica também é menor, o que reduz consideravelmente os custos de transporte. Além disso, a alta produtividade da floresta proporciona uma utilização mais racional dos recursos naturais e mais espaço disponível para outros usos da terra igualmente importantes.

A combinação de ciclo de crescimento menor e técnicas pioneiras de clonagem desenvolvidas pela Aracruz, permite introduzir melhorias genéticas com maior rapidez, promovendo um impacto quantitativo e qualitativo no cultivo e na produção de pasta de celulose. Assim, em menos de 15 anos, a Companhia desenvolveu árvores cada vez mais adaptadas aos solos e condições climáticas dos locais onde são cultivadas.

O eucalipto da Aracruz é altamente resistente a doenças, possui troncos retos e ramos curtos e pode ser selecionado para produzir fibras de características distintas.

A Aracruz aproveita todo o seu potencial, desenvolvendo e produzindo matéria-prima utilizada mundialmente em uma grande variedade de produtos.

O mundo evoluiu muito desde a invenção do papel. O século XX introduziu práticas de manejo florestal, que garantem a sustentabilidade do fornecimento de matéria-prima.

Os plantios de eucalipto podem ser considerados a grande conquista rumo ao controle total da matéria-prima.

Por Pierre Noe
Gerente de Serviços Técnicos da Aracruz na Europa

Linha do Tempo

O homem começou a registrar sua história por volta de 6000 a.C., através de entalhes em pedra, madeira ou placas de barro. A escrita surgiu independentemente no Egito, na Mesopotâmia e na China.

Desde então, os materiais utilizados para gravar informações evoluíram de forma extraordinária e culminaram hoje com o aproveitamento de espécies florestais de rápido crescimento que ser transformam em papéis de alta qualidade. Eis alguns dos mais importantes eventos da história do papel:

 
. 105 d.C. - A invenção de papel é atribuída a T'sai Lun na China, fabricado a partir de fibras de cânhamo trituradas e revestidas de uma fina camada de cálcio, alumínio e sílica.
 
. 1000 até cerca de 1830 - Trapos velhos eram o insumo básico da indústria de papel até meados do século XIX (costume interrompido em meados do século XVII, quando acreditava-se que os restos de pano contribuíam para a propagação da peste).
 
. 1719 - O naturalista francês Reaumur sugere o uso da madeira como matéria-prima para o fabrico de papel, ao observar que as vespas mastigavam madeira podre e empregavam a pasta resultante para produzir uma substância semelhante ao papel na confecção de seus ninhos.
 
. Meados Séc. XIX - surge a demanda de papel para a impressão de livros, jornais e fabricação de outros produtos de consumo, levando à busca de fontes alternativas de fibras a serem transformadas em papel.
 
. 1838 - produção de pasta de palha branqueada.
 
. Anos 1840 - Na Alemanha, desenvolve-se um processo para trituração de madeira. As fibras são separadas e transformadas no que passou a ser conhecido como "pasta mecânica" de celulose.
 
. 1854 - É patenteado na Inglaterra um processo de produção de pasta celulósica através de tratamento com soda cáustica. A lignina, cimento orgânico que une as fibras, é dissolvida e removida, surgindo a primeira "pasta química".
 
. Anos 1860 - Invenção do papel couché. Lançamento do papel higiênico em forma de rolo. Surgem na Finlândia as primeiras leis sobre práticas de silvicultura.
(Fonte: Aracruz Celulose)

 

 
  Reciclagem de Papel    
       
  Reciclar papel é uma forma de reaproveitar parte das coisas que jogamos fora. Coisas que, com o restante do nosso lixo, acabariam desperdiçadas nos lixões e aterros das cidades. Cerca de 40% do lixo urbano é papel.

A reciclagem industrial de papel atualmente recupera 30% dos papéis descartados no Brasil, com grandes vantagens para o ambiente. Cada tonelada de papel reciclada poupa, em média:

* 60 eucaliptos adultos (conforme o processo industrial usado);
* 2,5 barris de petróleo;
* 50% da água usada na fabricação normal (ou 30.000 litros);
* o volume de cerca de 3 metros cúbicos nos lixões e aterros.

A reciclagem do papel também gera menos poluição da água (65%) e do ar (26%) do que a fabricação a partir da celulose virgem (segundo o World Watch Institute).

Esta receita é de reciclagem artesanal de papel. Certamente você não dará conta de transformar todos os papéis que você descarta - caixas, envelopes, jornais, impressos, etc - em papel novo. A reciclagem caseira é educativa e divertida, uma forma de vivenciar o processo. Os papéis que você não reciclar podem ser separados e encaminhados para catadores, sucateiros, entidades assistenciais ou, se existir, para o programa de coleta seletiva de sua cidade.
 
 

 

         
     

 

Rua Brasileira, 50/70              
Itapegica - Guarulhos - SP      
Cep: 07043-010
Fone: (11)
2575-7350
Fone/Fax: (11) 2421-6644
SAC: pinhopel@terra.com.br
e-mail: vendaspinhopel@terra.com.br

 
       

powered by softmania